Transtorno dismórfico corporal

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Hoje venho conversar com vocês sobre uma condição mental pouco conhecida, mas infelizmente mais comum do que eu gostaria, é o transtorno dismórfico corporal – TDC. Essa doença envolve um foco obsessivo em um defeito ou imperfeição que a pessoa acredita ter na sua aparência, muitas vezes pequeno ou inexistente. Mas não é um descontentamento simples que às vezes surge com a pele ou cabelo. É algo bem mais complicado e profundo, a pessoa pode passar horas por dia fixada em sua aparência, se sente muita angustiada e sua capacidade funcional é bastante prejudicada. Descrevem as partes do corpo de que não gostam como feias, deformadas, medonhas ou monstruosas. A maioria das pessoas com TDC não sabe que, na verdade, são normais.

Os sintomas mais comuns são relacionados a comportamentos distorcidos em relação a própria imagem como: se preocupar exageradamente com a aparência; evitar situações sociais ou fotos; pedir opinião e se comparar constantemente com outras pessoas; examinar o “defeito” frequentemente no espelho ou evitar olhar pra ele; pode optar por muitos procedimentos estéticos ou praticar exercícios em excesso: às vezes podem causar lesões na pele por tentar remover ou alterar a “imperfeição”. Esses sintomas podem ser diários, prejudicam suas relações sociais, familiares e afetivas e causam um sofrimento significativo.

Não há causas específicas, podendo ser desequilíbrio de algum neurotransmissor, genética, e/ou influência cultural, principalmente hoje em que vivemos em ambientes virtuais que a aparência física é muito valorizada. Os primeiros sintomas aparecem normalmente na adolescência e pode afetar tanto homens quanto mulheres.

O TDC tem tratamento, normalmente com terapia cognitivo-comportamental e/ou medicamentos. Para buscar tratamento é necessário procurar a orientação de um psiquiatra que fará uma análise adequada e decidirá a melhor abordagem.

Se você conhece alguém que atende esses sintomas, ajude essa pessoa a procurar ajuda médica. Muitas vezes pessoas com TDC não reconhecem que possuem esse problema, se consideram vaidosas, ou outras vezes tem vergonha de revelar seus sintomas, porque, de fato, acreditam serem feias. Além da angústia, sofrimento, baixa autoestima essa doença pode desencadear depressão, ansiedade, bulimia, anorexia e comportamentos suicidas.

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MICHELLE FRANZONI

Amo a vida saudável, viajar, decoração, jardinagem e muito mais! Sou fisioterapeuta, artista visual, e Doutora em Gestão do Conhecimento. No Blog da Mimis você encontrará um pouquinho de cada coisa que eu gosto!

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